Endereços ligados ao prefeito de Macapá são alvo de operação da PF
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Clínica do prefeito de Macapá foi um dos endereços alvo da operação
PF/Divulgação
Endereços ligados ao prefeito de Macapá (AP), Dr. Furlan (PSD), são alvo de uma operação da Polícia Federal contra fraude em licitações na saúde. A segunda fase da operação Paroxismo ocorre na manhã desta quarta-feira (4).
A ação cumpre determinação do STF que afastou servidores por 60 dias e determinou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em na capital e em Belém (PA) e Natal (RN). Em Macapá, endereços ligados ao prefeito da capital foram alvo da ação. Conforme apurou o g1, um dos servidores afastados é o vice-prefeito de Macapá, Mario Neto (PODE).
A polícia investiga um possível esquema de fraude em licitação para execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
De acordo com as investigações, há indícios de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O contrato sob suspeita foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
Os nomes dos servidores afastados não foram divulgados até a última atualização desta reportagem.
O que diz a investigação
Segundo a PF, o grupo teria atuado para manipular o processo licitatório e garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Além disso, há suspeita de que parte dos recursos destinados à obra tenha sido desviada e posteriormente lavado por meio de movimentações financeiras irregulares.
O Hospital Geral Municipal de Macapá é uma das principais obras de infraestrutura da saúde na capital, com orçamento estimado em dezenas de milhões de reais. A operação busca esclarecer se o projeto foi usado como instrumento para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.