Técnicos administrativos de universidades federais do Pará entram em greve
24/02/2026
(Foto: Reprodução) Campus da UFPA no bairro do Guamá, em Belém.
Divulgação
Técnicos administrativos de três universidades federais do Pará entraram em greve nesta segunda-feira (23).
Os servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) aderiram à greve nacional por tempo indeterminado.
O movimento, que busca o cumprimento de acordos firmados com o governo federal em 2024, já causa impacto na rotina acadêmica, como a suspensão do restaurante universitário do setor profissional do campus de Belém, segundo estudantes.
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Somente na UFPA, cerca de 2.500 técnicos administrativos estão distribuídos em todos os campus do estado. Os servidores são fundamentais para o funcionamento diário dos espaços, onde atuam desde a abertura de salas de aula e gestão de restaurantes universitários até a garantia de contratos, licitações e operação de laboratórios.
A paralisação é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes). Segundo os integrantes, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) optou por não aderir neste primeiro momento para priorizar eleições internas, mas mantém o debate sobre o tema.
O g1 solicitou posicionamento às universidades e ao Ministério da Educação (MEC), mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.
Reivindicações
De acordo com o sindicato, as reivindicações dos trabalhadores focam em pontos cruciais. Entre as demandas está a implementação de um Regime de Subsídio por Carreira (RSC) inclusivo para todos os membros da categoria, a atenção à pauta dos aposentados e o respeito geral aos compromissos previamente estabelecidos entre a categoria e o governo.
Apesar da greve, o sindicato informa que há uma orientação para a manutenção de serviços essenciais. Essa medida visa diminuir os transtornos, garantindo o funcionamento de serviços críticos como o restaurante universitário para estudantes em vulnerabilidade social, o pagamento de bolsas, além da manutenção de infraestruturas como energia elétrica, abastecimento de água, segurança e os atendimentos prestados nos hospitais universitários.
O Sindtifes informou que a lista exata de serviços essenciais ainda está sendo construída e deliberada em assembleias. Para esta primeira semana de paralisação, o comando de greve da UFPA organizou uma série de atividades. Veja abaixo:
Nesta terça-feira (24), haverá passagem pelos setores da universidade. Na quarta-feira (25), está programada uma panfletagem para dialogar com a comunidade acadêmica sobre os motivos da greve. Já na quinta-feira (26), os trabalhadores participarão de um debate sobre conjuntura política e o RSC.
Os servidores pontuaram que assembleias gerais estão agendadas para todas as terças-feiras, às 10h, no hall da reitoria da UFPA em Belém. Reuniões do Comando Local de Greve acontecerão todas as sextas-feiras, no mesmo horário e local.
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