Xingu, Tapajós ou Solimões? Onça-pintada ameaçada de extinção nasce no Pará e público pode escolher o nome
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Filhote de onça-pintada nasce na Serra dos Carajás, no PA
O público pode participar até esta sexta-feira (27) da escolha do nome de um filhote de onça-pintada nascido na Serra dos Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará. O animal, um macho com genética do Cerrado, nasceu no fim de dezembro.
Em 12 anos, este é apenas o sétimo nascimento de onça-pintada registrado no Bioparque de Parauapebas: um marco importante para a conservação da espécie, considerada ameaçada de extinção.
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São três as opções disponíveis para votar no nome do filhote: Xingu, Tapajós e Solimões. A votação pode ser feita por meio deste link.
“O nascimento de um animal ameaçado reforça a importância de projetos de conservação da biodiversidade. No Bioparque, o trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental cria condições adequadas para a reprodução destas espécies”, explica Nereston de Camargo, veterinário do espaço.
Por enquanto, o animal permanece na área interna do recinto, recebendo cuidados especiais por ser recém-nascido. A expectativa é que ele possa ser apresentado ao público ainda neste primeiro semestre, segundo o veterinário.
Filhote de onça-pintada nascido na Serra dos Carajás, no Pará.
Divulgação
A gestação da onça-pintada dura de três a quatro meses e geralmente resulta em até dois filhotes. O novo morador do Bioparque é filho do casal Marília e Zezé, ambos de genética do Cerrado, já integrados ao plantel do local.
Histórico de nascimentos no parque 🐾
O Bioparque de Parauapebas tem um histórico de sucesso na reprodução de onças-pintadas:
2014: Thor e Pandora (genética amazônica)
2016: Sheila e Leila (melânicas, também amazônicas)
2022: Rhudá e Rhuana (genética do Cerrado)
Agora, o nascimento do filhote macho reforça a continuidade desse trabalho de preservação da fauna brasileira.
Maior felino das Américas 🐅
A onça-pintada adulta pode atingir até 1,90 m de comprimento, 80 cm de altura e 135 kg. Além dela, o Bioparque já registrou o nascimento de outras espécies ameaçadas, como ararajuba, arara-azul, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-parda, queixada e anta.
Nos últimos anos, o espaço também foi pioneiro no Brasil na reprodução de uma harpia em exibição, além de contribuir com o Programa de Reintrodução das Ararajubas em Belém.
filhote de onça-pintada nascido na Serra dos Carajás, no Pará.
Divulgação
Atualmente, o Bioparque abriga 360 animais de 67 espécies da fauna silvestre, entre aves, mamíferos e répteis, incluindo espécies raras ou ameaçadas.
O espaço mantém parceria com órgãos como ICMBio e Ibama, e conta com uma equipe formada por biólogos, veterinários, botânicos e analistas ambientais.
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